29 SET 2026
• Arquitetura
Uma loja de design também pode ser uma obra de arquitetura. Na Lider, essa ideia ganha forma em espaços nos quais luz natural, paisagismo, transparência e mobiliário constroem uma mesma narrativa. Mais do que apresentar produtos, os showrooms procuram traduzir, na escala arquitetônica, a maneira como a marca pensa o morar.
Dois endereços ajudam a contar essa história: a flagship da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo, e a Lider Campinas. Ambas projetadas por FGMF, as lojas são resultado de uma parceria que atravessa uma década e revela como arquitetura e design podem trabalhar juntos na construção da identidade de uma marca.
Um projeto que atravessa o tempo

Quando a Lider Gabriel Monteiro foi inaugurada, em 2016, a arquitetura já assumia um papel protagonista. Localizada em um dos principais endereços do design brasileiro, a loja foi concebida pelo FGMF para estabelecer uma relação aberta entre interior e exterior.
Grandes superfícies transparentes, jardins e entrada abundante de luz natural diluem os limites do edifício e fazem com que arquitetura, paisagismo e mobiliário sejam percebidos em conjunto. Em vez de uma sequência convencional de ambientes expositivos, o projeto propõe uma experiência espacial.

A arquitetura tornou-se, assim, parte da própria apresentação da Lider. Antes mesmo de observar individualmente cada peça, quem entra na loja já é apresentado a valores que fazem parte do universo da marca: conforto, acolhimento, conexão com a natureza e atenção aos detalhes.

O projeto conquistou também reconhecimento internacional, recebendo, em 2017, uma menção especial no Prix Versailles, na categoria dedicada ao exterior de lojas.
Lider e FGMF: dez anos depois, um novo capítulo

Em 2026, justamente quando a flagship completa dez anos, Lider e FGMF voltam ao projeto da Gabriel Monteiro para escrever um novo capítulo dessa história.
A expansão da loja parte de um desafio bastante particular para a arquitetura: como interferir em um projeto já consolidado sem apagar aquilo que lhe conferiu identidade?
Em vez de simplesmente reproduzir as soluções concebidas uma década antes, o novo espaço procura estabelecer uma continuidade. Elementos do projeto original permanecem reconhecíveis, enquanto novas soluções respondem às necessidades atuais da marca.
É uma arquitetura que entende o tempo como parte do projeto: preserva uma linguagem construída ao longo dos anos, mas permite que ela evolua.

De São Paulo a Campinas

Entre o primeiro projeto da Gabriel Monteiro e sua expansão, a parceria entre Lider e FGMF ganhou outro endereço.
Inaugurada durante as comemorações dos 80 anos da marca, a Lider Campinas ocupa um edifício de quatro pavimentos na Avenida Dr. Moraes Salles. O projeto retoma princípios presentes na flagship paulistana, mas os adapta a um novo terreno, uma nova escala e outra relação com a cidade.

Novamente, a natureza participa da arquitetura. Áreas verdes e iluminação natural atravessam os ambientes, enquanto os diferentes pavimentos criam percursos capazes de apresentar o universo da marca de maneira imersiva.

“A nova Lider Campinas é um projeto desafiador, exigiu muita dedicação e carinho com a arquitetura e estruturas propostas. É um marco para a empresa e a consolidação de uma parceria com o FGMF que dura quase uma década”, afirma Fernando Forte, sócio do escritório.
Mais do que repetir uma fórmula, Campinas mostra como uma mesma identidade arquitetônica pode assumir diferentes expressões. Há uma linguagem comum entre as duas lojas, mas cada projeto responde ao lugar onde está inserido.

Arquitetura também comunica uma marca

Fundado em 1999 por Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz, o FGMF desenvolveu uma trajetória que atravessa diferentes escalas, do mobiliário e dos interiores às residências, edifícios e projetos urbanos.
A relação construída com a Lider parte justamente desse encontro entre escalas.
Se um móvel pode transformar a maneira como alguém ocupa um ambiente, a arquitetura pode transformar a forma como esse design é percebido. O edifício deixa de ser apenas um invólucro e passa a participar da experiência.
É por isso que elementos como transparência, vegetação, luz natural e integração entre interior e exterior aparecem de maneiras distintas nos projetos da Gabriel Monteiro e de Campinas. Eles não funcionam simplesmente como recursos estéticos, mas ajudam a comunicar uma determinada maneira de pensar os espaços.
Design da peça ao edifício
Há 81 anos, a Lider constrói sua trajetória a partir do mobiliário brasileiro. Hoje, são mais de 1.400 colaboradores, um parque fabril de 120 mil m², 21 lojas e mais de 100 pontos de revenda pelo país, além de um portfólio que reúne móveis soltos e planejados com amplas possibilidades de customização.
Mas a relação da marca com o design não se restringe aos produtos.
Da escolha dos materiais à arquitetura dos showrooms, diferentes escalas participam da construção de um mesmo universo. Na Gabriel Monteiro, em Campinas e, agora, na expansão da flagship paulistana, a arquitetura reforça essa ideia. Afinal, uma loja pode ser o palco de seus móveis, mas também pode apresentar uma forma de pensar o espaço, a arquitetura e o morar.
Visite a Lider Gabriel Monteiro e a Lider Campinas e conheça de perto espaços em que arquitetura e design fazem parte de uma mesma experiência.