Lider na DW! Rio 2026: encontros entre o mar, a casa e o tempo

18 AGO 2026
• Agenda

Entre os dias 11 e 13 de agosto, a Lider integrou a programação da DW! Rio 2026 com uma série de encontros em sua loja no CasaShopping, no Rio de Janeiro. Inspirada pelo tema desta edição, “Morar no Mar”, a marca propôs ampliar a discussão para além da relação literal com o litoral.

O mar surgiu como ponto de partida para falar de arquitetura, design, paisagem, tempo, memória e pertencimento. Uma abordagem que também dialoga com o conceito de pausa, tema que acompanha a Lider ao longo de 2026 e convida a refletir sobre a casa como lugar de respiro, contemplação e conexão com o entorno.

Ao longo de três encontros, diferentes gerações e olhares se encontraram para discutir aquilo que faz uma casa permanecer, seja na memória, na paisagem ou na história do design.

 

Primeiro talk da Lider na DW! Rio: O futuro que permanece

 

Loja Lider no CasaShopping, Rio de Janeiro

 

A programação começou no dia 11 de agosto com o encontro “O futuro que permanece: entre o moderno e o eterno”, que reuniu Amanda Ferber e Ethel Leon, com mediação de Guilherme Leite Ribeiro.

A conversa partiu de uma provocação: tudo aquilo que hoje entendemos como clássico ou eterno já foi, em algum momento, radicalmente moderno. Nesse contexto, talvez o verdadeiro oposto do eterno não seja o moderno, mas o descartável.

Entre arquitetura, design e cultura, o encontro colocou em pauta a permanência das ideias e dos projetos, as transformações de linguagem ao longo do tempo e aquilo que escolhemos deixar para as próximas gerações.

Mais do que opor passado e futuro, a conversa mostrou como inovação e permanência podem caminhar juntas quando o projeto é capaz de atravessar seu próprio tempo.

 

Talk Lider na DW! Rio 2026

O primeiro talk contou com uma platéia concentrada de mais de 100 pessoas.

 

Casas brasileiras: entre o sol, a sombra e o mar

 

Fachada Lider CasaShopping, Rio de Janeiro

 

No dia 12 de agosto, o olhar se voltou para a maneira brasileira de projetar e habitar. As arquitetas Larissa Catossi e Paula Neder, com mediação de Patrícia Quentel, diretora da CASACOR Rio, participaram da conversa “Casas brasileiras: entre o sol, a sombra e o mar”.

O encontro discutiu uma arquitetura que nasce da observação do território. A incidência da luz, a necessidade da sombra, a ventilação, o clima, a vegetação e a paisagem deixam de ser elementos externos para participar efetivamente da experiência de morar.

Em um país de dimensões continentais e diferentes geografias, falar de casa brasileira significa também reconhecer múltiplas formas de estabelecer relações com o entorno. E, para Paula Neder, existe uma característica especialmente potente nessa maneira de viver e projetar: “A sofisticação do brasileiro está em sua informalidade”.

A frase sintetiza uma arquitetura que encontra valor na espontaneidade, no acolhimento e em espaços capazes de acompanhar a vida real. No litoral, essa relação ganha novos contornos, com projetos em que interior e exterior se aproximam e a natureza passa a determinar ritmos, materiais e modos de viver.

 

Talk 2 da Lider na DW! Rio

A casualidade do morar brasileiro foi um dos temas abordados no talk “Casas brasileiras: entre o sol, a sombra e o mar”.

 

Terceiro talk Lider na DW! Rio: O mar que mora em nós

 

Flâmulas na entrada da loja Lider no Rio de Janeiro.

 

Encerrando a programação, no dia 13 de agosto, Gisele Taranto, Marcelo Salum e Mariana Betting, de emDoïsdesign, participaram do encontro “O mar que mora em nós: casas feitas de memória, afeto e pertencimento”, com mediação de Julia Perez, gerente de Marketing nacional da Lider.

Se nos encontros anteriores o mar apareceu como paisagem e território, aqui ele ganhou uma dimensão mais íntima. A conversa abordou as lembranças, os objetos, os hábitos e os rituais capazes de transformar espaços físicos em lugares carregados de significado.

Uma ideia atravessou o encontro: “As casas que habitamos continuam habitando a gente.” A reflexão, atribuída a um filósofo francês, traduz a relação afetiva que estabelecemos com os espaços e como eles permanecem em nossa memória mesmo depois que deixamos de habitá-los.

Essa dimensão pessoal também apareceu nas falas dos convidados. Para Marcelo Salum, a autenticidade deve se sobrepor às convenções estéticas: “O cafona para mim pode não ser o cafona para você e vice-versa. Cafona é não ser autêntico.”

Já Mariana Betting trouxe a identidade para o centro da discussão: “A essência de quem você é é o que te vende.” Uma provocação que reforça a importância de projetos autorais, capazes de revelar histórias e modos particulares de viver em vez de simplesmente reproduzir tendências.

Porque morar não diz respeito apenas à arquitetura de uma casa. Diz respeito também àquilo que levamos conosco: memórias de infância, objetos que atravessam gerações, referências culturais, encontros cotidianos e pequenas histórias construídas ao longo do tempo.

 

Terceiro e último talk Lider na DW! Rio.

Gisele Taranto, Mariana Betting e Marcelo Salum no talk mediado por Julia Perez.

 

O que significa morar no mar?

Ao conectar o tema “Morar no Mar” ao território da pausa, a participação da Lider na DW! Rio 2026 reafirma uma visão de design que parte da vida e de suas relações. Um design que acolhe diferentes ritmos, valoriza a autenticidade e entende que uma casa se constrói tanto por aquilo que vemos quanto pelas experiências que guardamos. No fim, talvez morar no mar seja também isso. Aprender com seus movimentos, respeitar seus tempos e criar espaços onde a vida possa encontrar o seu próprio ritmo.

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